CHAMAS

O dia transformou-se em noite, o céu avermelhou
e a sirene tocava por três.
Lavareda arrepiante a que me arrebatou
e eu tão frágil caí outra vez.
Ninguém me alertou que este amor podia arder
nem o poeta me avisou que ardia sem se ver.
Friccionou... tanto assim foi que incendiou
Eram chamas a lavrar que eu não queria apagar...
Mas acabou... foi tão bom mas tão pouco durou
Não há nada p’ra queimar... só as cinzas no ar
Não consigo erradicar a praga que abrasou
e os bombeiros foram-se de vez...
Esta fraca imunidade que me condenou
não tem chama... deixa-me a teus pés
Friccionou... tanto assim foi que incendiou
Eram chamas a lavrar que eu não queria apagar...
Mas acabou... foi tão bom mas tão pouco durou
Não há nada p’ra queimar... só as cinzas no ar